terça-feira, 1 de abril de 2014

Samobójców

Hoje, que a mágoa me angustiou e me apunhalou,
minha alma se recolhe tristemente.
e, se sou um poeta morto e descontente,
já não posso escrever o que nada me restou.

Das noites, o que me sobra é a saudade
de tenras memórias de um sonho de renovação:
morto por palavras não ditas pela própria criação
de meus versos imersos em morbidez e soledade.

E assim, regido pela dor, e pelo tormento,
pelo amor, ego e sofrimento,
caminho em rupturas de meu subjetivo

mundo, que agora desfalece 
e, por estar morrendo, se entristece,
atingindo enfim seu doloroso objetivo.

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