sexta-feira, 11 de abril de 2014

Um nada qualquer

perdido em sonhos de cunho doente
e em palavras adormecidas de intensidade eloquente,
caminho solitário por caminhos descaminhados
e choro rios de lágrimas secos e inundados.

cortes nos braços, versos escassos
palavras adormecidas em minha mente, em pensamentos esparsos.
viver não é a solução; sofrer melhor é a chave para a poesia
da vida... embora sempre haja certa e determinada melancolia.

e os rios... ah, os rios... são delírios aparte do eu
que parte para parte nenhuma;
que parte para a parte mais aguda de qualquer poema meu.

e os poemas... ah, os poemas... são espantos que surgem
de nenhuma parte alguma;
que determinam os tormentos do poeta que tanto urgem.

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