segunda-feira, 5 de maio de 2014

a você IV

Tens ares cosmopolitas,
apesar da fixação na terra de tua mente.
És simples, como a alcova de tuas mãos,
como o riso de pequenas asas entreabertas
que sussurram o ir e vir enorme e amiúde.

Tens pares e formosura,
apesar de pensar que és o que não é,
de ser o que vê e negar o que a ti é.
És amarela como teus cabelos,
és verde como o céu de teus olhos.

Tens mínimas e transparentes
vozes que se misturam com a gritaria do mundo.
Quase imperceptível, falas e apenas eu te escuto.
Apenas eu te amo, apenas eu te desejo.

E, na reclusão de tua mente,
nos labirintos que te cercam,
somente eu encontro um caminho,
somente eu desejo que saias da escuridão.

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