sexta-feira, 9 de maio de 2014

a você VI

Às vezes 
penso em como seria se, 
de vez em quando, pudesse
contemplar sua face sem o véu
que a esconde - sem as lágrimas
que a refletem para longe daqui,
sem os raios de sol que iluminam
seu rosto branco e pacífico.

Às vezes olho, 
olho no olho,
e vejo vazios
vejo o fundo 
do poço,
vejo memórias
de um passado
triste e manipulado
pela mente 
que não descansa.

Às vezes penso em como seria
se nada tivesse acontecido
e se você um dia irá sorrir novamente.
Espero que você chegue a si mesma,
espero que possa fazer você viver mais uma vez.

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