terça-feira, 13 de maio de 2014

anti-clímax

janelas fechadas pela escuridão,
noite caindo aos prantos,
ruído gélido que escapa aos ouvidos,
luz acesa do outro lado da rua.

aqui, o devaneio, a esperança,
o amor, a compaixão, o tino
e a essência - apagados.

ali, o ódio, o medo, o sufocamento,
o ardor, a treva e a irreverência
- entrelaçados.

rua deserta, repleta de sombras,
homens despedaçados por entre as vielas escuras,
já não se sabe quem somos ou fomos.

labirintos, enigmas e mistérios escabrosos,
assombrações de mais em uma vida qualquer,
o medo sobe à cabeça e a loucura toma conta do ser.

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