quinta-feira, 29 de maio de 2014

Atro

nos atros buracos de meu coração,
se escondem noturnos e funestos,
e lúgubres gatunos desonestos,
que só perpetuam a dor e solidão.

estou só, apesar de acompanhado,
estou só, e jamais serei amado...
um morto-vivo, perdido em imensidão,
um pobre coitado, morto em sua vastidão.

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