terça-feira, 13 de maio de 2014

Depressão

de repente, nada era meu:
crianças brincavam sem a poesia costumeira,
sem os sonhos de outrora,
sem o dinamismo e motivação de sempre.

apenas deitavam-se em suas camas,
olhavam para o teto e perdiam-se
em ilusões e pensamentos,
enquanto a depressão as consumia.

apenas esperavam, sem compromisso
com a vida (superestimada),
sem desejos e ambições,
sem sonhos e somente assombrações.

cortes nos braços, perda de peso,
e a cidade inteira estripada em seus olhos
calados, mudos e mortos.

começava a chover uma torrente de melancolia
enquanto o amor, que já parecia desfalecido,
resolvera descansar.

e tudo isso foi perdendo-se aos poucos
em meio a comprimidos e uma pitada
de uísque...

até que uma sorriu.

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