terça-feira, 27 de maio de 2014

Em lágrimas, devaneio

Em lágrimas, devaneio a respeito
de todos os meus fracassos.
E não posso continuar, a despeito
de todos meus meros sonhos escassos.

A morte, a mim tão presente,
relutante, implora que eu não a leve comigo,
mas não há o que fazer, se estou doente,
pois, sozinho, só tenho este amigo:

este poema. E meus mais dolorosos tormentos,
que jazem em mim, petrificado em pensamentos,
como um morto decadente e ambulante.

E, se insisto em viver, é para que sofra mais um pouco...
para que, assim, confirmem minha cegueira e digam que sou louco...
em minha própria mente redundante.

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