quinta-feira, 8 de maio de 2014

És

És luz que invade meus olhos, amor,
que vem a mim calmamente, amiúde,
até que, por completo, da quietude,
posso chamá-la, transparente, de amor.

És mínima e obscura, és secreta, enigmática,
a graça de teu amor vive no escuro
e não tem, ainda, um porto seguro;
és pequena e rosada, és, de todo, pragmática.

És a incandescência de meu peito no momento
vasto e puro de um amor amarrado em asas de solidão,
da qual só se extrai uma paixão e seus tormentos.

E não te amo em tão pouco tempo por alguma razão,
mas por ter em ti plena confiança e sentimento,
por teres roubado e preenchido meu perdido coração.

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