quinta-feira, 29 de maio de 2014

Loureiros

És, como teus olhos, de províncias verdes,
de mares abertos, livres, calmos e apressados,
tristes e tormentosos, contentes e silenciosos,
perdidos em meio a uma cidade de medos.

És, como o que te ama, atormentada
por temerosas e infaustas memórias
de um passado que já se foi,
mas que segue presente em nós.

Teus olhos correm lágrimas,
que se juntam com os raios de sol
que surgem do marulhar de teus cabelos,

mas ninguém recolherá nossos corações perdidos,
um a um, um pelo outro, 
enquanto multiplicarmos a fúria de nosso amor.

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