segunda-feira, 26 de maio de 2014

Plenitude

atirei-me nas brisas do incerto,
o que me faz tão bem...
mas, se sou cidadão deserto,
minha mente o fará também.

deixei livros, amante e mulher
para conseguir a plena espiritualidade,
não a atingi, não cheguei perto, sequer,
da mais pura forma de espontaneidade.

atirei-me, então, às brisas do incerto,
o que me faz um bem danado...
mas, se sou cidadão aberto,
por todos já me sinto amado.

algo específico não deixei,
não sofri com perdas e lutos,
mas, por enganos e seus frutos, 
por essa paixão e ego morrerei.


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