terça-feira, 20 de maio de 2014

Vento

passam os meninos em suas bicicletas.
seus bonés esvoaçam-lhes os cabelos presos,
marulham-se os fios de cobre
e a noite sorri em um largo manto alaranjado.

carros passam sem notá-los.
seus pneus freiam o galope apressado,
não sou o mesmo, não és como era antes,
e o futuro abre-se em incógnitas simultâneas.

passam os meninos em suas bicicletas.
e o tempo parece não notá-los.
carregam consigo a memória de um amor comum,
a dor da perda e das palavras não ditas...

o sofrimento de ser invisível.

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