segunda-feira, 9 de junho de 2014

A G. S. P. e L.

Quando, das trepadeiras e pinheiros
nos distanciamos, começamos uma
tenra e nobre amizade, que, pouco a pouco,
gota a gota, foi se instaurando em nossos
corações amarelados e esverdeados.

Era um intruso amigo, por não fazer parte
e por me sentir parte daquilo.
Era um pobre poeta, perdido em pensamentos,
querendo falar o mundo, mas calado
pelas conversas que ali se encontravam.

Porém, falei. Falei mais do que pude,
em sentimentos, em fatos e dizeres
amiúdes, que não tinham tanto valor,
pois o que valia se encontrava ali também.

Com loureiros orientais, gregos e sudestinos,
agradeço-te, pequena monarca de meu coração
solitário. Agradeço-te por fazer de mim um ser social
e por estar presente apesar de todas as adversidades.

Quando, das trepadeiras e pinheiros
nos distanciamos, começamos uma
tenra e nobre amizade, que, pouco a pouco,
gota a gota, foi se instaurando em nossos
corações amarelos e esverdeados.


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