sexta-feira, 6 de junho de 2014

Desafinados

teus olhos, desafinados, gritam aos poucos,
imersos, dispersos e petrificados, amores
que, de repente, gota a gota, vão sendo
mais e mais esquecidos e desatinados.

de teus olhos, meu amor, surge o desatino,
a ineloquência de meus versos e estrofes,
a perda de meu cognitivo e a confusão
e escuridão da alma que aqui desfalece.

teus olhos, desafinados, cantam canções
de exílio e distância; cantam a perda,
cantam a desgraça, meu amor.

de teus olhos tenho medo, por pensar
que, a qualquer momento, em alguma
parte alguma... serei aprisionado em um mausoléu de olhares.

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