segunda-feira, 16 de junho de 2014

Que esperam ainda de mim

I

Em vidas e mortes lúcidas e súbitas
meu coração desbota em sangue.
Esvaem-se meus sonhos e ilusões,
já não sinto o amor e não tenho paixões,
meu coração, insensível, morre sem sangue.

E que esperam ainda de mim?
Que esperam desta carcaça que escreve seus lamentos?
Quais serão meus graves e letais e nobres e mais
sutis tormentos?
Que esperam ainda de mim?

II

Empilhei meus livros sobre a bancada,
não li um sequer.
Estive sozinho nesta vida atormentada,
e morri sem amores quaisquer.

III

O diabo já vem buscar seu melhor cliente.

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