terça-feira, 3 de junho de 2014

Solidão

Estou sozinho! O caminhar já me é distante!
Amiúde e descontente, a ti minh'alma ofereço,
e em altos e baixos tortuosos desfaleço
perdendo-me em mim mesmo, num destino desolante.

A agonia do sol lua refratante
implora por deuses a quem eu não obedeço,
e, se estou só, é por não ter tido começo,
nem final contente e constante.

E o ocaso que a mim refrata
e reflete em espelhos de minha mente,
que já não é precisa e exata,
perpetua a morte em mim sempre presente.

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