quinta-feira, 12 de junho de 2014

Veneno

Beba por mim somente com teus olhos cautelosos,
e eu, aqui, sozinho, beberei por ti e por teus, misteriosos.
Beba por mim nesta noite cálida e fria,
e os meus, gloriosos, darão a ti parte de minha gentil poesia.

Beba, pois a sede que sinto já se torna descomunal.
E eu, aqui, solitário, sentirei teu amor- a mim: banal.
Beba por mim e deixarei um beijo ou dois a ti.
E, só então, perceberás que jazo morto, sozinho, aqui.

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