terça-feira, 5 de agosto de 2014

A última flor do jardim dos poetas

Flores de amor se foram para nunca mais.
Deixaram rastros e maus agouros,
foram-se os lírios, botões e louros,
deixaram o que se espera de um "nunca mais".

Entretanto, todas as memórias serão minhas, somente,
pois apenas eu as vivi e revivi
como se ainda me visse ao perceber que morri
- nas palavras que nunca disse (a minha querida e solene mente)

E a tocha que crepita nas sombras de alguém
ou qualquer coisa - sem conhecimento,
suspira e transpira um último alento
na memória de outrem.

Não devo apressar-me a entender
que o que se foi se foi e nunca irá voltar,
mas posso, ainda, em minha mente recrutar
pensamentos de outros tempos... para relembrar ou reviver.

Saudade.


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