domingo, 10 de agosto de 2014

Desenlace

Assim que se encerra a cuspida beleza,
a maciez retorna à terra molhada; destreza
morre nos braços de eternidade,
alheios e amiúdes, enquanto Fantasia manipula e ilude
os que vivem da realidade.

Passar em meio ao feno,
deglutir e digerir o prado e o veneno,
engolir e vomitar, beber sangue
dos riachos e fontes de seu coração pequeno,

reconhecer as folhagens, dos campos e aves,
plumagens optam por seguir meu caminho, ave!,
uivar aos passos desgastados e mutilados
de meus pés soltos e doídos.

Não como, senão quando nasce,
levo comigo sua alma, seu amor,
seu perdão, sua classe.

Não como, senão sua face,
três milhões de sorrisos tortos
e ainda a trama e o desenlace.

Estou farto!

Assim que se encerra a cuspida beleza,
a maciez retorna à terra molhada; destreza
morre nos braços de eternidade,
alheios e amiúdes, enquanto Fantasia manipula e ilude
os que vivem da realidade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário