segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Egoísmo

Ao reviver peças de minha própria existência,
quantifico o que foi de suma importância
e o que deixou de ser para mim.

Ao reviver peças de minha própria existência,
quantifico o que se esvai em palavras
e o que deixou de ser, assim:

O que se foi, permanece em mim
como se fosse presente de alguém
ou por alguém - que não eu.

O que permanece é a mesma coisa,
porém inefável, portanto qualquer coisa
que eu julgue inerente a mim.

E, o que se vai, se foi o que era,
se vai, e jamais será seu,
quero que se expluda!, que se foda, o que não é meu, ou para mim.

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