domingo, 24 de agosto de 2014

Goethe

Escrevo versos em sépia
para as sombras da noite
enquanto os garotos nas
bicicletas cantam e fogem
dos homens de outrora.

Abria Goethe sobre a mesa,
copiava versos de antanho
e me sentia voraz, astuto,
mais eloquente do que o poeta
velho e estranho.

Mas tudo era um sonho
de menino, um sonho de poeta,
a vontade de ser quem não se é.
Tudo era Fantasia, Fausto, poesia...
a vontade de deixar de ser o que se é.

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