quinta-feira, 28 de agosto de 2014

O Misantropo

Humano, demasiado humano,
não sou eu quem segue o plano
preparado para aliciar e acalentar
a paixão e amor do são insano.

Não és tu que vê a vida
sobre o orgulho e a ferida
de homens tolos, de tempos idos...
homens frívolos, corrompidos.

Humano, demasiado humano,
onde se escondem seus tesouros de Guano?
Onde estão a podridão inefável
e a paixão e amor do são insano?

Não és tu que segue a luz
da doce miséria flux
- sobre a névoa e o orvalho,
sobre os bosques de pinheiro e carvalho.

Dirás que sou o misantropo, em sua defesa,
e que, a ti, tenho aversão como proeza.
Mas só não tenho habilidade ou destreza
para lidar com o que, a mim, considero pobreza:

O humano, demasiado humano, dos tempos de agora.
Que venham os imponentes casarões de outrora,
que deixem os bobos, tolos e levianos para fora
enquanto escrevo meus versos de misantropia, por ora.

Humano, demasiado humano,
não és tu que segue o plano,
não és tu que vê a vida
sob o orgulho e a ferida

de homens verdadeiros, de tempos idos,
mas de homens frívolos, corrompidos.

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