quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Helena II

Na escuridão das melenas,
pela estirpe, pelo cortejo,
pela carência, pelo desejo,
encontro nossas almas pequenas.

Crisálidas se tornarão falenas
e levarão consigo tudo que almejo.
Tudo que vi não é o que vejo,
tudo que vi são flashes de Helena.

Entretanto, amo, ainda, tal qual
estivesse aqui a meu lado.
Amo, ainda, mas amo igual-

mente. Minha mente mente
um coração apaixonado
que já desfalece entre a gente.

E os olhos de Helena... ah...
o céu e oceano se fundem
em amor e harmonia.

E seus cabelos, belos...
entre a dor e a monotonia
de uma rotina que lhe fez sozinha.

Na escuridão das melenas,
pela estirpe, pelo cortejo,
pela carência, pelo desejo...
tudo que vejo é sua alma pequena.

Suas crisálidas se tornaram falenas,
e já carregam consigo tudo que almejei.
Se estou acordado, estou no mundo que sonhei,
e, se sonhei, nem mesmo existe Helena.

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