quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Helena

De amigos velhos e revelhos estamos repletos.
De sutis inimizades e desafetos unidos estamos cheios.
Helena me olha de soslaio sem nem me conhecer.
E eu olho para Helena, tocado, sem mesmo a perceber.

O que destaco são suas melenas curtas, desgrenhadas,
com meus olhos desatentos e, ao mesmo tempo,
focados em toda sua magnificência.
É tempo para amar. Mas como amar sem ser amado?

Um pouco desajeitada, ela caminha a lugar nenhum.
Imagina, penso eu, estar em outro espaço,
onde meus versos poucos e escassos não a importunariam.

Mas Helena sabe que, se me olhar diretamente,
seu amor será revogado, seus olhos perdidos, seu coração apaixonado...
portanto, evita contato, o tato, disfarça um amor já instaurado.

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