segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Hipnose

Hipnotizado pelo marasmo de meu quarto,
escrevo um poema desafortunado.
Ele, coitado, não será lido ou revisto,
não será reescrito ou relido, insisto.
Escrevo um poema que não será lembrado.

O crepúsculo do universo momentâneo das palavras
transborda em situações adversas às do leitor.
Poeta que é poeta não precisa de palavras para ser;
para ser um poeta que é poeta, é necessário correr
olhos minuciosos, olhos de acaso, um pouco de caos, um pouco de amor.

Hipnotizado, ainda, pelo marasmo de meu quarto,
escrevo um poema desafortunado.
Não foi escrito, veja só, por um poeta de renome,
ou um poeta de verdade, sem título, sem necessidade, sem fome
de ser quem é.

Fui eu que escrevi...  e aqui depositei uma parcela do que minha mente poetizou.


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