quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Limítrofe

Quando o ego se impõe
ao céu de diamantes,
rastejamos à procura
de um vazio interno.

Não quero acabar aqui,
não quero estar em teu
coração de pedra.

Quando o ego inflamar,
trauma liberará suas asas...
deixe-me ir... deixe-me ir
para longe, por trás das colinas do amor.

Não quero estar no limite,
como o hoje e sempre
de meu próprio e pétreo coração.

Quero ser eterno em mim
- mesmo sabendo que
a finitude e quietude não
se contrapõem.

Não estou aqui, nunca estive lá.
E, de fato, haverá tempo para que o mundo
acabe nos destroços da mente.


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