segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Nunca mais

Ninguém a chamará mais.
Ninguém a importunará,
pois são imortais
as rosas que, lutuosas,
despejei por tua cova.
E ri, sorri, e ri...
ao pé de tua alcova,
quando me deixaste aqui:
comemorado a alegria
de ter-te morta a meus pés.

Ninguém a chamará mais, querida.

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