terça-feira, 25 de novembro de 2014

Rancor

Desbota-te por teus versos
de puro egoísmo e obsessão.
Temos problemas: somos emoção
e, na imensa imensidão, estamos imersos.

Os momentos de prazer e agonia
foram diluídos em sangue e vinho.
Somos fruto da miséria, do ardor, do linho,
porém, antes, na densa e tenra melancolia,

fomos amantes. Fomos um para o outro
o que um não pode ser sozinho.
E esqueceste que fui importante, que te dei um caminho...
uma razão para estar viva... um pouco do meu pouco.

E, agora, no ápice das angústias e depressão,
estás internamente morta. Estás decididamente pronta para morrer.
Eu, como bom orgulhoso, apenas olharei teu ser
dissolver-se em poeira, em poesia, em rejeição.

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