domingo, 28 de dezembro de 2014

Eu te amei, querida, apesar de ti mesma

À noite, quantas vezes tenho eu sentido tua presença,
mesmo que os trabalhos da morte tenham renascido em ti?

Quantas vezes pensei, sonhei, sofri... à espera de teus sóis
de almas inquietas, teus ares mudos de desconfiança,
teus lutuosos sabores e perfumes?

De falta em falta, morreste sem eco, eco de meu coração.

De gota em gota, adormeceste em teu leito.

E eu te amei, querida, apesar de ti mesma; apesar de minha doce solidão.

Nenhum comentário:

Postar um comentário