domingo, 18 de janeiro de 2015

Descrição

Os CDs empilhados sobre a mesa,
livros, jamais lidos,
empoleirados nas estantes,
sacolas plásticas e de papel sobrevoando 
nossas cabeças anuviadas.

Isto é arte?

As flores já murcharam devido ao excesso de luz
e fotoperiodismo adverso,
assim como eu, já morto e cansado,
estou em colisão com meu próprio estímulo.

Chaves não trancam as portas de minha mente.
Os escritos, prolixos e subjetivos em demasia
já se fazem ausentes de mim.

Ainda, isto é arte?

O vento sopra e eu desfaleço mais uma vez.
A doce noite realiza seus trabalhos e me cobre com seu véu.
Agora estou sonhando.
E, se durmo ou não, já não importa.
O que desperta interesse é que escrevo um poema ou dois
para a mulher que amo.

Um comentário:

  1. Ei, Paulo!
    Passando aqui para visitar o blog.
    Já estou seguindo.
    Parabéns pelos poemas!

    Beijo grande!

    www.oblogdasan.com

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