sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Espectro

Pertencia a mim, como espectros, os espaços
do vasto coração, onde choro
os mesmos carinhos, poemas e abraços
de tua doce face, que adoro.

Foi-se de mim, esvaiu-se de meus braços,
perdeu-se no descontentamento
do poeta triste, mórbido, vão e escasso,
que também se vai ao falecimento.

Vi o Amor - mas somente através do tormento,
da miséria flux e de minha triste retidão,
envolta nas sombras de um coração lamacento.

E, se o tive, além do olhar luminoso, em vão,
o perdi, esqueci, e sofri pelo nobre pensamento
da destroçada, infinda e angustiante solidão.

2 comentários:

  1. Wow.
    Eu adoro poesia! Principalmente essas curtas que passam uma enorme mensagem.
    Ah é linda!
    Adorei o seu blog e já to seguindo! Abraço.

    mundoemcartas.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Fico muito feliz que gostou! Vou seguir o seu também!
      Abraços!

      Excluir