terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Degraus de ouro

À mística e imprescindível metáfora dos degraus de ouro - entre um mar de rosas, irrigado por amenos e breves raios de sol, por sua vez banhados pelo nevoeiro arroxeado e perfumes e fragrâncias de todos os tipos, - vejo o reino celeste pedindo que eu suba.
Peças de meu rosto desfalecem e caem durante o percurso, mas permaneço no trajeto. Adornada de rubis, espalhados por toda parte, uma esmeraldina cúpula sustentada por pilares de ágata e ametista, e finos e curtos bastões em cada uma das pontas - de partida e chegada - a escadaria aos céus de grafite desmorona enquanto eu dou o último passo nos degraus de ouro. Então, como se um deus de forma desconhecida, olhos enormes e braços amorosos ouvisse os sussurros de meus medos, minhas asas desabrocham, se abrem e partem... partem comigo para o infinito.

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