sábado, 21 de fevereiro de 2015

Fenecer

feneço nos doces ramos claros de teus cabelos dourados.
a face, oculta, expõe suas singelezas e aflições,
e mergulho no marulhar castanho de teus olhos desatentos.

o sangue gargalha em nossas veias.
harmoniosos e melancólicos, o céu e sol se expandem sobre o mar esmeraldino.
a face, oculta, se assombra no hoje e sempre de antanho.

contra o ódio: paciência. 
as estações me esganam e me encontro num inverno desolado.

medíocre e só, vou caminhando apaixonado,
e as dores, antes tão doídas, se consolidam em minha abstinência.

que seja eterno meu infortúnio! 
que permaneça rindo o sangue e a ociosidade.

que sejam meramente passageiras as alegrias rasas!
que se obscureça a vasta, comum e miserável realidade.

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