sábado, 14 de fevereiro de 2015

Saraueiro

Saltei sobre minhas alegrias e as esfaqueei.
Minhas vozes se fundiram, se dissiparam e se uniram novamente
enquanto ecos de um modernismo fajuto tocavam meus ouvidos arrependidos:

Antanho, acordei em meio às tribos de poetas ambulantes,
com os quais vi a poesia trazer à face o riso do idiota.
Não que fossem menores, mas eu não pertencia a eles.

Sufoquei minha reclusão para tal,
o que não foi agradável ou gratificante.
Apenas misturei talento à pieguice de colegas de arte.

Provei demais! E aquele foi meu primeiro e último engasgo!
Agonizei minhas lembranças atordoadas,
atenuei minha própria culpa e o mérito que deram a eles
para, ao término daqueles poemas circenses,
poder gargalhar para dentro num ato de repulsa e desligamento.

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