quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Todos se foram

Todos os julgamentos de meu coração dilacerado,
sendo, para mim, a mais tênue e mentirosa obra de minha mente:
um poeta fingidor que ama e escreve apaixonadamente...
- São pensamentos que criei por meus olhos estarem deveras paralisados:

Estive genuinamente feliz, pode-se dizer,
e não posso reclamar - não agora - de qualquer trabalho depressivo.
Embora não tenha família, nem sequer um amigo,
tenho o amor e sentimentos para dar a você.

Todos se foram, e, para meus olhos, é verdade,
somente nós existimos - em nosso mundo, repleto de rosas,
com as quais desabrochamos e morremos em nossa conjunta realidade.

Mas todos estão ali, em sonhos de poemas e memórias de prosa.
Dizem que às vezes aparecem, que vêm visitar nossa singularidade.
Porém, não há sensação solitária, estranha ou diferente. Apenas onerosa.

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