quinta-feira, 26 de março de 2015

Relações líquidas, mercadológicas e desumanizadas

O nascimento não se dá na concepção. Ela é apenas a geração, 
o começo de uma existência, que, sem o nascimento, não pode se chamar de vida. 

Manufaturando seres cabisbaixos, como a fábrica de escravos como caralhos,
como a mercadológica relação líquida e desumanizada dos seres (ditos) mais baixos,
como a árvore caída e fria, que se choca ao solo, crua, triste e magoada com quem tirou de si a vida.

Somos todos vis, e a torpe e frágil tristeza assombra, ainda, 
o jardim por completo, fazendo com que as flores, outrora coloridas e deslumbrantes
se desbotem e percam o aroma e fragrâncias tão característicos, belos e individuais.

Enfileirados, cabisbaixos e acelerados, os dínamos pessoais e impessoais movimentam o tempo.
Sente-se muito. Sente-se muito por não poder sentir plenamente tudo,
por não falar - por não pensar em nada. Mas, ao rasgar os braços ou se atirar nos trilhos férreos do metrô, percebemos que cravamos cicatrizes em nós mesmos por estarmos sujeitos a essa maldição.

Manufaturando seres cabisbaixos, como a fábrica de escravos como caralhos,
liquidamos uns aos outros, repudiamos as diferenças e igualdades.

Quando a solidão e negativismo batem, SOMA...
Quando a ansiedade ataca, Rivotril
Quando a tristeza vem, Luvox...

Puta que pariu!

Começou a queima de corpos! Já não morremos física, porém mentalmente.
As cabeças de antanho rolam pelo carpete esparramando sangue por nossos pés.
Somos os assassinos da criatividade, somos o ego do ego do eu.

Porquanto não temos compaixão, afeto, amor e empatia, não temos tino, responsabilidade, e nossas instituições e trabalhos mentais estão deveras comprometidos,
matar Deus e tomar seu lugar não será o suficiente para uma vida plena e não explorada.

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