quinta-feira, 23 de abril de 2015

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às vezes olho para dentro
e vejo que nada me comove
senão a dor interna.

sim, a dor que eternizei nesta pele
em que habito,
neste coração acamado que tanto
se rende aos mais
tortuosos pensamentos e sensações,
que é chupado, mordido, esgarçado
e deveras esquecido, corrompido
e manipulado...

a dor que tanto me comove
é minha.
e os gritos e gemidos que ecoam
nas paredes desbotadas e arruinadas
são parte de minha alegria.


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