quinta-feira, 23 de abril de 2015

Nota

Adeus! Este texto é a despedida de um poeta de alma querida e pensamentos duros, tortuosos. Serão, para sempre, tormentosos, e não tenho interesse em existir, apenas. Adeus! Este texto é o fim de um poeta de espírito enfim liberto, enfim castrado e sutilmente enamorado pela podridão terrena. Pelos trabalhos da decomposição e aniquilamento, cansei de me entregar à reflexão do pensamento negativista, autopunitivo e suicida. Cansei... de estar nesta corriqueira batalha que é viver. Que cada triste resíduo de minha carcaça apodreça na breve e contínua boca de verme - assim como eu, assim como vocês.

Desde meus infantes momentos, carreguei a raiva e melancolia comigo, descontei em outros e me arrependi depois. E, assim como eu, descontaram em mim a raiva sobre o que descontei, e, ciclicamente, fui desenvolvendo um núcleo melancólico, uma baixa autoestima e, por fim, a depressão.
Não tenho esperanças, não tenho amor, não tenho família ou amigos que possam fazer de mim uma pessoa feliz. Todos os remédios me foram insuficientes e até mesmo meus cortes deixaram de cicatrizar. Não acreditam em mim... todos desistiram e me irrelevaram...

Agora, as lágrimas escorrem...e minhas mãos trêmulas... dizem adeus!

Não quero justificar meu sofrimento e nem preciso me prolongar...

Apenas agradeço todas as tentativas
e digo que não valeu a pena.

Viver é superestimado.

Adeus.

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