domingo, 26 de abril de 2015

Trevas

as sombras que vagueavam, imersas em sua solidão,
pela noite sem estrelas, pelo espaço de minha mente,
pelas imagens que ainda consomem e eternizam,
no âmbito interno a meus próprios e intrínsecos e
nebulosos pensamentos, minhas doídas memórias...
os homens que, outrora sorridentes, fechavam a cara
para seus amores, desolavam, vingativos e infantes,
os corações infrutíferos das decassílabas senhoras,
que imploravam luz e entristeciam-se ao perceberem
a invalidez de seus sentimentos - agora tormentosos.

em suas investidas egoístas - que não eram de todo
egocêntricas - o negrejante aspecto de minhas ideias
falia, desfalecia e se entregava aos trabalhos da mente,
e mentia! à medida que as marteladas atriais e ventriculares
sorriam à pequenez de minha morte anunciada.

Nenhum comentário:

Postar um comentário