sábado, 23 de maio de 2015

Agonia

Breve em minha dor, ó meu desatino!
Foi-se o amor, já não vejo meu destino.
Angústia de quem viveu a inteireza
de uma vida pautada na tristeza,
calado e cansado de uma vida sem firmeza.

Breve em minha dor, ó pérfida memória!
Foi-se o amor, já não temos uma história.
Angústia de decadentes sentimentos,
que celebram a vida de tristes tormentos
e feridas, e instabilidade compulsória.

Há de matar-me em breve, doce melancolia.
Não suporto essa gente, e dessa gente a alegria!
Prefiro seus trabalhos e o que ele me propõe:
um fim digno, comemorado, pois só ele me repõe
o que foi deixado de lado: minha tão felicitada agonia.

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