segunda-feira, 11 de maio de 2015

Sofrimentos contíguos

Tuas carências são produto da mediocridade;
teus anseios e desejos, a merda da excentricidade;
tua perfídia te maldiz, ingrato; teus renegados são hostis,
tua podridão, por um triz, não me atinge, e, ainda sozinho, ris!

Tua morte iminente, teu sofrimento adjacente,
tuas contíguas cartas de suicídio e a dolorosa mente,
teus injustificáveis surtos de descaso e tirania
são parte de teu profundo sentimento de melancolia.

Deixa que deixem consigo a nervosa e soluçada treva!
Deixa que carreguem, inútil, teu corpo de uma vez!
Leva contigo e descarrega em ti a lágrima de uma leva

de poetas malditos, frios, tortuosos, filhos da insensatez.
Mas não ame a dor que sente, pois ela o espírito não eleva 
e somente resulta em tua morte e intrínseca aridez.

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