sexta-feira, 12 de junho de 2015

A.L.

Amo-te com a melancolia de meus versos,
amo-te com a saudade de um eu inaudível,
o sentimento de um espanto horrível!
que sossega e, da calma, me faz imerso.

Meu amor, te direi que amo tanto
que nem mesmo o sofrimento,
a incerteza e o tormento
serão motivo de dor ou pranto.

Amo-te como a agonia de minhas palavras nuas,
tão apaixonadas e eloquentes,
que nem mesmo a mente tua
teria coragem de dizer não à triste gente. 

Farei com que meu amor não te preencha
com minha ausência, soslaios e perigos.
Que discuta, porém não encha
sua paciência com minúcias e castigos.

Serei repleto para ti
assim como és para mim.

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