terça-feira, 2 de junho de 2015

Os homens malditos

silhuetas na janela
vastos seres ocos
sentimentos desperdiçados
quem virá a angústia
quem saberá o amanhã

me apresento nu
as vozes ecoam no vazio
sentado, sozinho

abandonei minha casa
alguns deles me abandonaram
alguns se foram para mim

silhuetas na janela
vastos seres ocos
a angústia de quem vive
quem viverá o amanhã
os suicídios só aumentam

memórias saudosistas
sombras no corredor
cantam as noites em silêncio

de volta àquele dia
a visão do mundo calou
misérias e dramas

o homem desnudo
as flores despedaçadas
num túmulo mental

as silhuetas se movem
movem-se meus amores
agonia nas paredes
gritos ocos e homens malditos
trevas. fim

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