domingo, 7 de junho de 2015

Outro dia qualquer

De
       avenida
em
       avenida,
as extremidades 
de meu corpo tocam 
as tuas.

Nos corredores, 
                       na penumbra
e arredores de minha mente,
flutuam pensamentos,
                         ideias e tormentos,
e tua imagem, solitária, 
         desaviva o inferno da existência.

Brilhantes, ferozes e 
                     vivazes, 
                     apaixonadas memórias,

instantes de extasiada felicidade
voltam à presente idealização.

Os olhos, janelas das casas
que cercam as avenidas, que me olham de cima
- e deduzem conhecer-me por completo...

Não. 

Repleto de amores e sonhos,
sonho ocultar meus males
e viver dos teus;
sonho em desfazer meus affairs,
meus vícios e medos
e permitir teus
dedos
sobre os meus.

Des-
nuda,
res-
munga,
anos 
passados,
lamentos
vividos e já resetados,
sonhos corrompidos
e o corpo ensimesmado.

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