quarta-feira, 1 de julho de 2015

Falenas

Sem saber 
se devo insistir 
na inútil luta
por tua alma 
despedaçada e 
                       apunhalada
por lindas flores 
murchas e 
enamoradas,

querida, 
devo coroar-te 
minha absoluta
rainha de 
rosas e margaridas 
                              abençoadas.

Tens alguém 
que te cuidarás, 
                         por sorte.
Amor, 
meu amor 
eternamente amado
vai além de teu quieto 
túmulo fechado;
vai além da vida 
e da doce morte,
que já tem de todo 
se aproximado.

Fosse eu poeta 
da vida, 
separar-me-ia
desse teu estado 
sisudo e introspectivo,
do amor a que chamo 
defectivo.
Não seria eu que 
escrever-te-ia.
Não seira eu o amante 
intelectivo.

Sem saber 
se devo insistir 
na inútil luta
por tua alma 
desbotada e incrivelmente
atribulada, 
não duvidaria se,
de repente,
voltasse para mim
a coroa absoluta
e incrivelmente resoluta.

Não.
Não me coroaria 
sem tua 
presença.
Por isso deito em teu jazigo,
acima da porta para teu inferno,
minha rainha
das rosas e margaridas.
Por isso me aproximo
de teus invernos 
até que morro
em cima de ti, querida.

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