quinta-feira, 9 de julho de 2015

O eu profano

O eu profundo, um outro eu
não sossega, não se cala,
ao navegar ao lado teu.
Ah... saudade que se fala!

O eu imundo, um mesmo eu
se contorce, se estala
ao ignorar um outro eu,
que, imóvel, vai à vala

da memória enaltecida,
de meu denso coração,
pedra, assim, doída,

um momento! sem noção.
Aos que aqui esperaram algo,
sobretudo: meu perdão.


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