sexta-feira, 24 de julho de 2015

Spleen

O espírito ébrio! febril! doente!
de desânimo me invade,
a desolação me corrói
e a ira se concretiza
no spleen, que tanto sinto.

Por que as pessoas não suportam
a melancolia expressa em minha
face; o falso sorriso amarelo e
torto que tanto visto; a ausência
de completude em tudo que faço;
o fim do desejo e início da introspecção?

O espasmo de felicidade já me é escasso!
Deito-me só e infeliz à cama mortuária
sem fome, afago, fé... meus amores lançados
a mim como rajada de ventos sulistas.
Por que, então, sou tão triste?

O infortúnio de estar vivo
é comemorado pela gente,
que não se dá conta que a vida
é comum e corriqueira.
Não há motivo para comemorá-la.
Viver ainda é superestimado.

Quem foge da realidade pelo fumo,
pelo amor, perturbadores e entorpecentes?
Vale a pena? Creio que não.
A dor no peito sempre volta,
a saudade da existência sempre nos escapa.

E tu? Morrerias comigo?
Morrerias abraçada ao poeta entrevado,
amaldiçoado e depressivo?
Também creio que não... sou um eu corrompido.
Os amigos se foram, os amores se foram.
E agora também me vou... como se nunca tivesse existido.



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