domingo, 23 de agosto de 2015

O mais profundo dos abandonos

Quando a morte me convidar
a cerrar os olhos imaturos,
lembra de mim e não me esquece,
beija o rosto pálido e prematuro,
ousa sorrir e fortalece
o mais profundo dos abandonos.

Desde agora por mim chorando,
chora sem vergonha de fraqueza.
Mas chora por minha ausência,
pelo último gemido e o desejo
de um ser que viveu sem vida,
e se vai sem alegria... ou tristeza.

Nenhum comentário:

Postar um comentário