domingo, 2 de agosto de 2015

uma merda sem título

Estrelas luzem imagens arbitrárias
de minhas ideias tristes, mortuárias:
as alegrias e dores invertidas,
que vi passar por minhas mãos
como da areia suas cores queridas,
artefatos, fragmentos e grãos.

Dos seres que vi passar sem cores
só me resta a memória e o esquecimento:
angustiante visão, agoniante momento!
Tentam me calar a solidão, as dores,
me calar o enforcamento!
para me sufocar com falsas alegrias,
que não duram o tempo das orgias
de meus tristes e ardilosos sentimentos.

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