sexta-feira, 20 de novembro de 2015

À corda

o pescoço, à corda
gira

esperança de vida
aqui
tudo que vejo é parte
do meu inferno

a voz escassa
o silêncio de meus
companheiros
a asfixiar
sonhos e ilusões
perdidas

não irei longe

e tudo parece
ser o que não será

e este poeta, que com tudo
entristece
jamais em seu mundo se apoiará

os rabiscos no braço
os dedos que tanto dedilharam
o negrume dos portões
avernais
que choram o sangue
de minha existência

no pescoço, à corda
giram

e gira

e gira
até que a corda se parte
assim como a vida.

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